sexta-feira, 26 de julho de 2013

Baby I Call Hell*

É incrível como antes (há uns 10 anos) o Aeroporto de Lisboa parecia caber-me nas mãos, tudo tão "pequeno", vazio e cinzento e onde ainda se conseguia ouvir, maioritariamente, português. Agora podiam teletransportar-me para lá e eu ficava sem saber em que país é que estava (tirando a sinalização em português, que nem sei como é que ainda sobrevive). Isso e a grande semelhança com um centro comercial só para pessoas ricas. É isto a velhice?

*Para ti, senhor adorador destas porcas senhoras: lá consegui ouvir o álbum a 11 mil metros de altitude. Not bad.

Grande Pft

Eu a pensar que ia fazer inveja às fashion bloggers da nossa praça blogosfera a dizer que já tinha ido à Victoria's Secret no aeroporto e aquilo ainda nem sequer está aberto. Mas pela espreita que dei lá para dentro, e do que consegui ver atrás do senhor jeitoso que estava a sair lá de dentro, parece-me que vai ficar bem bonito.

que vais ver hoje da tua janela, Karenina?*

daqui

*Título inspirado no senhor Pipoco.

terça-feira, 23 de julho de 2013

os meus livros

Estou quase, quase, a terminar o À Espera no Centeio. A bem dizer, não o terminei ontem porque estou com pena de o acabar, tenho a certeza que se vai juntar aos preferidos deste ano até agora: A Estrada e Pais e Filhos. Por isso, iniciei-me no A Verdade sobre o Caso Harry Quebert, gentilmente cedido pelo meu senhor, até agora nada de muito especial, mas ainda estou nas primeiras 40 páginas de um total de 670 e tal, parece que já consegui voltar aos calhamaços depois da Anna Karénina.

*bocejo*


        

Também vou escrever um livro e vai-se chamar: "Não consegui arranjar um título melhor, por isso chama-se *whatever you want* Amor".

segunda-feira, 22 de julho de 2013

yay

Marcaram-me uma entrevista na Amadora à hora em que devia estar a voar para os Açores. Quase a mesma coisa.

domingo, 21 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

o meu problema com bolos em geral

Gosto mais de comer a massa crua.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Quanto tempo terá passado sob o sol? Ninguém sabe. Os dias passam. Penso: um dia pode ser mil anos. Penso: ninguém sabe ao certo se passou um ano, ou mil anos, ou uma hora rápida, num dia que passou.*

Ultimamente, os dias passam como se fossem mil anos e as noites como uma hora rápida. Não gosto de me sentir perdida no espaço, quanto mais no tempo. Não sei que solução poderá isto ter, não sei que faça, não sei que diga, não consigo explicar isto melhor, coisa que me enerva profundamente, por isso, vou deixar-me ficar perdida no conforto que não encontro dentro destas paredes, em lado nenhum, e que a cada dia me parecem cercar um bocado mais, como que a querer cuspir-me lá para fora. Ainda assim, resisto, fecho-me, calo-me e deixo-me ficar sozinha. Dentro de nenhum olhar.

*JLP

explicação do post que se segue

A combinação: "aqueles dias do mês" + andar a ler José Luís Peixoto, está a deixar-me à beira de uma pseudo depressão, quer-me parecer. Retomamos a normalidade o mais brevemente possível, prometo.

terça-feira, 9 de julho de 2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

Yes


Tenham medo, muito medo. Comecei a gostar desta coisa das gritarias e das caveiras.

sábado, 29 de junho de 2013

I sat by the ocean

A senhora que vos escreve faz anos hoje e adivinhem onde tem de acompanhar o senhor hoje à noite? Isso mesmo, ao concerto de Moonspell. Que Deus me proteja. Beijinhos.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

como chatear açorianas em poucos segundos

Ele: Porque raio a poesia da Natália (Correia)? Tu não gostas de poesia (não é bem não gostar, ainda não me iniciei na coisa e acho que nunca vou perceber nada daquilo, mas estou disposta a fazer um esforço, ok?) para isso dava-te a Golgona :D (pessoa que eu detesto, porquê? não sei, talvez porque o nome dela rima com palavras porcas, uma, pelo menos, vá) ou o Al Berto, vá.
Eu: Mas a Natália é dos Açores!
Ele: Ahahahahah, também o Pauleta :P

E pronto, é assim. Mas depois, a pessoa mora numa rua cujo nome é o do primeiro presidente da república portuguesa e que nasceu onde? Pois.

música para os meus ouvidos


Muito porreiros, estes senhores, quase que me imagino aos saltos em cima da cama, entre danças e cantorias, ao som disto. Até parece que vou fazer 23 anos.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

afinal acabei por escrever

Um dia escrevo sobre o ridículo que eu acho que é sermos governados por bocados de papel e metal, para quem não percebeu, refiro-me a notas e a moedas, e de como acho isto tudo muito semelhante às revoltas dos robots contra os humanos nos filmes de ficção científica, bem sei que o dinheiro não faz parte da categoria inteligência artificial, mas, que diabo, quem é que se lembrou que havíamos de ficar nessas merdas dessas crises económicas e recessões e o caralho, por causa de bocados de papel? A sério, o pessoal das outras galáxias deve-se rir, e bem, às nossas custas. Não há? Têm bom remédio: façam mais, dêem a toda a gente, ficamos todos felizes. Problem solved, de nada.
Sinto-me sempre um bocado despassarada quando penso naquilo que estou a dizer, porque, há que haver regras e organização, mas, caramba, o dinheiro foi feito para facilitar as trocas comerciais, para não  termos de trocar uma vaca por dez galinhas, não para o descalabro em que isto se tornou.

Sabes que não estás para brincadeiras quando...

tens vontade de te atirar para a linha de comboio mais próxima, várias vezes ao dia.

terça-feira, 18 de junho de 2013

um post assim a atirar para o lamechas


Vi este filme pela primeira vez há cerca de dois anos, quando passou, algures nesta altura do ano (provavelmente a assinalar o primeiro aniversário da morte de José Saramago), à noite, na SIC, dividido em duas partes. Lembro-me de ter ficado completamente maravilhada com o que vi. Nunca pensei que o Saramago tivesse sido assim. Até àquela altura, não tinha a mínima ideia das suas convicções, não sabia o que pensava, tudo o que sabia sobre ele era o habitual “é um comunista que fugiu de Portugal”, que regularmente ouvia das bocas que me rodeavam. Não fazia ideia da ligação tão doce que partilhava com a Pilar. Não fazia ideia de nada, por assim dizer. Até àquela altura, só tinha lido o Memorial do Convento, e, confesso, não tinha pensado muito mais no assunto. Depois disso seguiram-se O Ano da Morte de Ricardo Reis, o Evangelho Segundo Jesus Cristo, a Viagem do Elefante e o Homem Duplicado.
Para quem não sabe, este filme, uma espécie de documentário, diria eu, retrata o do dia-a-dia de José Saramago e Pilar Del Rio, enquanto este está a escrever a Viagem do Elefante. Mas é muito mais do que um relato do dia-a-dia destes dois. É um filme onde temos acesso à visão que estes têm do mundo, dos outros, do que é importante e do que não é assim tanto, dos valores e do mediatismo que os rodeia.
Entrando agora um pouco numa onda de lamechice, acho que foi um dos filmes que mais me tocou essa coisa a que chamam coração, ou alma, ou o que lhe quiserem chamar. É um filme simples e belo, como as melhores coisas da vida, desculpem o cliché, mas é verdade, e tem o Saramago e a Pilar e não é preciso mais nada. É um filme que nos faz pensar em nós e nos outros e nas nossas relações e no futuro e em tantas outras coisas. É um filme que faz rir e chorar e que hei-de querer voltar a ver muitas mais vezes. Já tive oportunidade de o apresentar ao meu senhor, meio que obrigado, coitadinho, mas acho que ele gostou, se não gostasse as coisas também haveriam de ter ficado feias.
A Pilar e, especialmente, o Saramago passaram a ter um lugar reservado no meu coração e na minha mente, depois de o ter visto e revisto e o mundo só há-de estar perto do fim quando não houverem mais livros dele para ler.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Dog Days Are (Not) Over

Mas podemos cantar na mesma, certo?