*pois claro que me estou a referir ao Julian(o)
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
retirado directamente dos rascunhos
Não acredito em Deus. Custa-me muito crer nisso depois de 5 anos de fórmulas, de cálculos, de física clássica e quântica, de química e biologia, de electrónica e matemática. Custa-me crer que um qualquer maluco, entidade física ou não, se tenha dado ao trabalho de juntar os números certos, nem um cagagésimo acima ou abaixo, para fazer um universo repleto de coisas potencialmente fantásticas a dezenas, centenas e milhares de anos-luz de nós, que não vão ser entendidas em tempo útil: o meu tempo de vida. Há ainda a necessidade de perceber aquilo que se passa dentro do nosso crânio, se essa coisa da alma existe mesmo, onde está alojada, ou se não passamos de um mero conjunto de sinapses com uma personalidade merdosa à segunda-feira. Há sempre uma barreira que se coloca à nossa frente quando deitamos abaixo uma, assim como se descobrem sempre sub-partículas na matéria, uma sequência de coisas incrivelmente pequenas e que funcionam de forma enigmática para nós, por mais que se tente arranjar modelos que as descrevam.
Parece-me tudo demasiado efémero no ser humano para que possa existir um sentido maior por detrás disto tudo. Sei lá eu se vou parar a outro universo quando deixar de estar viva, se vou para o inferno, se me vou transformar numa planta por causa da minha falta de paciência para pessoas chatas e más. Sei lá eu se vou sair de um pipi outra vez. E de que me interessaria saber isso, se não vou ter lembranças do que se passou antes, se não me vou cruzar com as pessoas de quem gostava. E mesmo que cruzasse não me ia lembrar de nada, pelo menos até agora ainda ninguém teve uma epifania dessas.
De que me serve saber de alguma coisa se continuarei a viver uns míseros 70 anos, dos quais só cerca de 40/50 (se tanto) serão realmente bons física e psicologicamente. Descubram-me uma forma de não envelhecer e aí logo falaremos. Quero lá saber que não haja espaço aqui para todos, era a primeira a voluntariar-me para mudar de planeta.
Por outro lado, seria a pessoa mais feliz do mundo se pudesse debater com outros as teorias já validadas acerca da origem do universo e da estupidez humana. Ainda assim, creio que esse fascínio não duraria muito tempo. Depois de já sabermos tudo, vamos viver para quê? Para ver a próxima aplicação do iPhone, acomodados nas nossas maravilhosas casas flutuantes, com os nossos filhos programados geneticamente e com uma nave fora da porta para ir passar as férias a outra galáxia? Não me parece.
Okay, isto foi tudo para dizer que me estou nas tintas para Deus e para religiões e para gente chata e que não tenho absolutamente nada contra quem acredita e se agarra a isso. Só quero continuar a dar beijos na boca, a receber abraços apertados que quase fazem as minhas costelas ceder, a rir-me das minhas e das palhaçadas dos outros, a ter dinheiro para comer coisas muito calóricas, para viajar, comprar livros, discos e bilhetes para concertos.
Magnífico Material Inútil
Geralmente, as partes das músicas que gosto mais são aquelas com papararapaparara ou lalalalalalala ou ohohohohohoh.
When the lights go out
Que livro ler a seguir à Margarita e o Mestre? Os Maias, A Guerra dos Tronos, A Paixão, Pela Estrada Fora, O Amor é Fodido ou Alexandra Alpha?
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Vem Devagar (Leva Tudo)
Vou finalmente buscar os meus CDs (Humbug, Paus, XX). Bigben para breve, possivelmente. Yay.
Quis não Quis
Teoricamente, começava a dieta no início de Setembro. Depois lembrei-me que só entrego a tese no final de Outubro. Se calhar, não é a melhor altura para fechar a boca.
não suporto
Aquelas citações que as pessoas (??) põem a acompanhar fotos no Facebook/Instagram/Whatever. A sério. Parem, por favor. Fere a vista quase tanto como os vossos pés feios.
sábado, 17 de agosto de 2013
Half A Person
Eu fazia parte da minoria, pelo facto de ser filho único. Desde pequeno que isso sempre provocara em mim um certo complexo de inferioridade. Sentia que era, por assim dizer, um ser à parte, a quem faltava qualquer coisa que a todos os outros pertencia por direito próprio.
Detestava a expressão «filho único». Sempre que a ouvia, tinha a impressão que me faltava qualquer coisa - era como se não fosse um ser humano completo. Aquelas palavrinhas juntas tinham o efeito de um dedo acusador apontado na minha direcção como se significassem: «Tu és uma criatura imperfeita».
Haruki Murakami in A Sul da Fronteira, A Oeste do Sol
também gostava de comentar essa coisa do Lorenzo que se fala por aí
Mas estou indecisa entre começar pelo ar arrogante e de quero-matar-toda-a-gente-que-me-aparecer-à-frente, já para não falar da falta de profissionalismo, da Judite de Sousa, despoletado quiçá pela situação (des)amorosa em que esta se encontra, ou se calhar sempre foi assim, não sei, nunca gostei particularmente da senhora, nem nunca perdi tempo a ouvi-la (à excepção desta vez), ou se pelo facto de o Lorenzo ter investido em tudo menos naquilo que lhe fez mais falta naquele momento, ou seja, a sua educação (escolar), porque, em querendo, em meia dúzia de palavras, mandava a senhora passear, mas assim em bom, com educação e inteligência, dando-lhe as respostas certas ou cortando-lhe as vasas quando ela começava, qual senhora despeitada, a investir sobre ele. Mas não. Assim foi só mais um dos espectáculos decadentes que a nossa televisão continua a protagonizar.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
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